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segunda-feira, 20 de março de 2017

A águia

A águia é a ave de maior longevidade, podendo chegar aos 70 anos. De maior envergadura de asas, pois abertas podem chegar a 86 cm de comprimento, sua visão é de 300 graus, quase o dobro do ser humano.

Com uma membrana nictante é o único ser que pode olhar direto para o sol. Na forte tempestade não se esconde nem tenta inutilmente enfrentá-la, mas voa acima dela. Fiel a uma única companheira, nunca em bandos, mas sempre sozinha e altaneira, caçadora, guerreira e corajosa, imponente, bela e preciosa no voar e no ataque.

Mas vamos ao mais fascinante: aos 40 anos suas unhas estão compridas e flexíveis e não conseguem mais segurar suas presas. Seu bico se encurva e não morde mais com força, suas asas pesadas e envelhecidas dificultam o seu voo.

Só há dois caminhos: deixar-se morrer ou renovar-se num doloroso e longo processo de 5 meses.

Ela voa para o ninho num paredão no alto da montanha, fica protegida, mas só poderá sair se novamente for capaz de voar. Lá suporta corajosamente a dor.


Ela bate o bico velho contra a pedra até arrancá-lo, espera nascer um novo bico e com ele novamente suportando a dor, arranca as velhas unhas. Novamente espera que nasçam novas unhas e com elas arranca as velhas penas.

Após 5 meses com novas asas, se lançará no voo da vitória e renovação e viverá mais 30 anos. Aos 40 anos renascerá para mais 30 anos, totalizando 70 anos.

Muitas pessoas vivem em constantes brigas e lamentos, vidas de ressentimentos e medo, sem coragem e força para o ritual da renovação do renascimento.

Destrua o bico do ressentimento, arranque as unhas da agressividade, retire as penas do medo que te impedem de voar.

A decisão é só tua! Vai viver como urubu que se alimenta do podre do passado, do que está morto, ou vai voar livre acima da tempestade, recebendo a luz do sol como a águia?

Decida pela vida, voe…
(autor desconhecido)

domingo, 5 de junho de 2016

O SULTÃO E O CROCODILO

Certa vez ouvi a seguinte história: Um sultão poderoso aprisionou um Mago que era capaz de transformar a palha em ouro e exigiu que ensinasse a fazer essa magia senão matá-lo-ia.
O Mago, vítima da circunstância ensinou uma palavra mágica ao Sultão e disse-lhe que se ele segurasse uma palha com a mão e dissesse a palavra mágica, esta se transformaria em ouro. E para demonstrar, pegou pedaço de palha e dizendo a palavra mágica transformou-a em ouro.
O Sultão ficou maravilhado e quis logo fazer a experiência, mas foi advertido pelo Mago: - Quando disser a palavra mágica o senhor nunca deve pensar em crocodilo, senão a magia não funcionará.
O Sultão riu-se do aviso: Ora, pensar em Crocodilo! EU! Um Sultão pensar neste animal nojento! E segurando a palha pronunciou a palavra mágica.
Mas, no momento em que pronunciou veio-lhe a mente a imagem de um crocodilo. Isso espantou-o, afinal ficara anos e anos sem pensar em crocodilo e agora que ia fazer a experiência vinha-lhe à mente à imagem do réptil!
Tentou outra vez, segurou a palha e ia dizer a palavra mágica quando foi interrompido novamente pela imagem do crocodilo. E ele, um Sultão poderoso, descobriu que apesar de todo o poder, era incapaz de controlar sua própria mente a ponto de não pensar num simples crocodilo.
Essa história parece-se muito com a situação de quem deseja parar de pensar, mas não o consegue.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Como você enxerga dentro de você?

Um viajante ao chegar na cidade pergunta ao sábio:

- Senhor, como é esta cidade?

- Primeiro diga você, jovem viajante, com é a cidade de onde vens? Questiona o sábio.

- A cidade de onde venho é horrível, não tem oportunidades, as pessoas são rudes e não fiz nenhum amigo durante minha estadia nesta cidade, por estes motivos estou atrás de uma cidade diferente, uma cidade que me de oportunidades, onde eu possa ser feliz e realizado.

- Nossa cidade é exatamente igual a cidade de onde você vem! Responde o sábio.

O viajante bastante decepcionado com a resposta do sábio pega sua mochila e vai embora, em busca de uma cidade diferente da cidade de onde vem.

Cerca de duas horas depois chega outro viajante e após ser recepcionado pelo velho sábio, questiona:

- Olá! O senhor que vive a tanto tempo nesta cidade pode me responder. Como é esta cidade?

O sábio então questiona ao segundo viajante:

- Primeiro me diga você, como é a cidade de onde vens?

- A cidade de onde venho é maravilhosa, fiz muitos amigos, tive excelentes oportunidades de emprego e de aprendizado. Estou agora em busca de novos desafios, aprendizados diferentes, novas experiências e novos obstáculos a transpor.

O sábio então responde:

- Nossa cidade é exatamente igual a cidade de onde você vem!

Contente o viajante dirige-se a pousada mais próxima e instala-se na cidade. Perplexo com as situações que acabou de presenciar o neto do velho sábio, que estava junto ao sábio naquela tarde questiona:

- Vovô, o senhor que sempre foi um exemplo de honestidade e integridade, sempre me ensinou a não mentir, mas para um dos dois viajantes o senhor mentiu! Deu a mesma resposta para duas cidades totalmente diferentes.

- Não meu neto, eu não menti. Nossa cidade não é diferente de nenhuma outra cidade, as cidades são todas iguais, com pessoas rudes e pessoas amáveis, com oportunidades e desafios, o que determina se uma cidade é boa ou ruim é a forma como você enxerga ela.

Você carrega sua cidade dentro de você!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O professor e o canoeiro


Certa vez um professor foi visitar um amigo na roça. Para chegar à fazenda dele, era preciso atravessar um rio, mas a ponte tinha sido carregada pela chuva. E agora? Felizmente um barqueiro estava ali perto. Pediu para atravessá-lo para o outro lado, e ele prontamente encostou a barca. Era o Zé pescador. O professor se apresentou e a travessia começou. Enquanto o barqueiro remava, o professor ia perguntando, se havia escola no seu bairro, se ele sabia ler escrever. Ele respondeu que não sabia ler nem escrever. O professor disse:

- Chi! Não sabe ler nem escrever? Já perdeu um pedaço da sua vida.

Após pequena pausa perguntou se sabia Geografia, p.ex., as capitais do Brasil. Meio envergonhado respondeu:

- Nada disso eu sei, professor. Só sei remar e pescar pra sustentar a família.

- Então perdeu mais um pedaço da vida. Lá se foi metade da sua vida.

O Zé pescador não teve tempo de dizer "quá", porque a canoa bateu num tronco de árvore e virou. Que susto! Que tragédia! Os dois foram para o fundo do rio. O canoeiro, que sabia nadar, voltou à tona e agarrou-se na barca. Mas o professor continuava bebendo água. Desta vez foi o canoeiro que gritou para o professor: Sabe nadar, professor? O homem, com a boca cheia d'água, não conseguia responder. O caipira arrematou:

- Então você perdeu não só a metade, mas a vida inteira.

Para refletir: É bom saber leitura, matemática, geografia e todas as ciências do mundo. Mas, faltando Deus, nada disso adianta.

Palavra de Deus: Que vantagem será para o homem, ganhar o mundo todo, perder a sua alma? O que dará em troca da sua vida? (Mc 8,36-37).



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A Rocha

O aluno perguntou ao Mestre: 

- Como faço para me tornar o maior dos guerreiros? 

- Vá atrás daquela colina e insulte a rocha que se encontra no meio da planície. 

- Mas para que, se ela não vai me responder? 

- Então golpeie-a com a tua espada - disse o Mestre

- Mas minha espada se quebrará! 

- Então agrida-a com tuas próprias mãos. 

- Assim eu vou machucar minhas mãos. E também não foi isso que eu perguntei. O que eu queria saber era como que eu faço para me tornar o maior dos guerreiros. 

- O maior dos guerreiros é aquele que é como a rocha, não liga para insultos nem provocações, mas está sempre pronto para desvencilhar qualquer ataque do inimigo - concluiu o Mestre.

domingo, 20 de setembro de 2015

Atenção Plena

Depois de três anos de estudo, o noviço chega à morada do mestre.

Ele entra no cômodo, a cabeça fervilhando de ideias sobre questões complicadas da metafísica budista, preparado para a perguntas que o aguardam no exame.

- Só tenho uma pergunta - diz o mestre com voz grave.

- Estou pronto, mestre - ele responde.

- No caminho de entrada, as flores estavam à esquerda ou à direita do guarda-sol?

O noviço se retira, desconcertado, para mais três anos de estudo.

(autor desconhecido)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O sonho do Rei!

Um Rei sonhou que tinha perdido todos os dentes.
Acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.
Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio.
Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!
Mas que insolente, gritou o Rei.
Como se atreve a dizer tal coisa!
E ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
Mandou também que chamassem outro sábio,
para interpretar o mesmo sonho.
E o outro sábio disse:
Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!!!
O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do Rei iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.
Quando este saía do palácio um cortesão perguntou:
Como é possível?
A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega.
No entanto ele levou chicotadas e você moedas de ouro!
Lembre-se sempre, amigo - respondeu o sábio -
tudo depende da maneira de dizer as coisas.
E esse é um dos grandes desafios da humanidade.
É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra.
A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida,
mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença.
A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa.
Se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta.
Mas se a envolvemos numa delicada embalagem
e a oferecermos com ternura, certamente será aceite com facilidade.

(autor desconhecido)