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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Seja Você Mesmo!!!

Zezinho era um menino muito inseguro. Desejava agradar, precisava da aprovação das pessoas. Queria ser aceito pelo grupo e sentir que todos o estimavam. 
Assim, estava sempre em dúvida sobre o que fazer, de como se comportar e até da roupa que devia vestir. 
Sentia-se à vontade mesmo era andando com uma calça “jeans” desbotada que tinha um furo no joelho, camiseta laranja com letras roxas, um par de tênis bastante surrado e um boné xadrez vermelho e preto na cabeça. 
Certo dia, saindo para passear vestido desse jeito, encontrou sua amiga Margarida na rua. Ela o olhou com ar de reprovação e não deixou por menos: 
– Que horror, Zezinho! Essa sua roupa está um lixo! Nada combina com nada! Acho que deveria tirar esse boné e vestir aquela sua camiseta azul. Ficaria muito melhor! Tchau! 
Zezinho despediu-se da amiga e não conseguiu prosseguir no passeio.
Voltou correndo para casa, colocou a camiseta azul e tirou o boné xadrez, trocando-o por outro verde e amarelo. Saiu todo feliz, certo de que estava bem vestido e iria agradar. 
Encontrou o Marcelo, que vinha convidá-lo para jogar bola. 
– Vamos nessa, Zezinho? Só que a sua roupa não está com nada. Puxa, cara, onde é que você descolou essa camiseta azul? O boné está chocante, mas essa camiseta!
Zezinho foi jogar bola se sentindo muito mal. Não via a hora de voltar para casa e trocar de roupa. Tinha a impressão de que todos estavam olhando para ele. 
Mais tarde, os colegas o convidaram para ir à sorveteria. 
Zezinho arrumou-se todo. Tomou banho, vestiu uma calça preta, nova, escolheu uma camisa mostarda e colocou sapatos marrons, de couro bem lustroso. 
Quando saiu de casa, os amigos o esperavam. Um deles olhou para Zezinho com ar crítico: 
– Parece que acabou de sair de uma loja! 
Carla analisou com jeito de entendida e deu sua opinião: 
– A roupa está boa, mas os sapatos não combinam com o resto. 
Aí um garoto sugeriu:      
– Por que você não troca de roupas para combinar com os sapatos? 
– Não! – disse outro – Acho que deveria trocar os sapatos para combinar com a roupa. 
Zezinho estava todo confuso. Voltou para o quarto, mas não sabia o que fazer. 
Como estava demorando muito e os amigos já mostrassem impaciência, a mãe foi ver o que estava acontecendo. 
Entrou no quarto do filho e parou, espantada.
A bagunça era total! 
Encontrou Zezinho sentado na cama, indeciso, desanimado, perdido no meio das roupas e sapatos que tirara do armário. 
Ao ver a mãe, ele pediu socorro: 
– Mamãe, eu não sei o que fazer! O que devo vestir? Tudo o que coloco os meus amigos não gostam e criticam! 
A mãe olhou o filho com carinho, compreendendo seu problema. 
– Meu filho, nós não podemos ter a pretensão de agradar a todas as pessoas. Nem Jesus, o Mestre dos Mestres, conseguiu isso! Portanto, faça o que achar melhor. Seus amigos – se forem realmente seus amigos – gostarão de você como você é, não pela roupa que veste. 
Fez uma pausa e concluiu: 
– O importante é agradar a você. Seja você mesmo! Seus amigos agem dessa forma porque perceberam que você é inseguro. Seja firme, mostre aquilo de que gosta, o que pensa, e eles o respeitarão. Agora, vamos ver: Como se sente realmente bem? O que “você” gostaria de vestir? 
Zezinho pensou um pouco e, com um sorriso de orelha a orelha, remexeu a pilha de roupas até encontrar o que queria. 
Daí a minutos saiu de casa todo feliz. Tinha colocado a camiseta laranja com letras roxas, a calça “jeans” desbotada com um furo no joelho, o par de tênis velho e o boné xadrez
vermelho e preto na cabeça. 
Os garotos olharam, surpresos. Porém Zezinho, seguro e satisfeito, nem deu tempo para que abrissem a boca. 
– Agora estou me sentindo ótimo! Vamos lá, pessoal?
(Desconheço o autor)

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Pão com Manteiga!

Conta-se a história de um casal que tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata. A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo.

Ela pensou:
“Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida”.

Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse:
“Muito obrigado por este presente, meu amor… Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!”

Moral da história, da vida a dois:

1. Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe.

2. Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você….

3. Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.

4. Esse texto pode ser aplicado não só para relacionamento entre casais, mas também para pais/filhos, amigos e mesmo no trabalho.

Relacionamentos muitas vezes não são tão complicados. Alguns conflitos podem ser solucionados com atitudes tão simples como um pão com manteiga.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Coma os Morangos!!!

Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. 

Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo. 

O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente. 

Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas. 

Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando. 

Abaixava depressa a cabeça para não perde-la na sua boca. 

Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas de seu pé. 

As onças embaixo querendo come-lo, e o urso em cima querendo devora-lo. 

Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol. 

Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango. 

Quando pode olha-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza. 

Então, levou o morango a boca e se deliciou com o sabor doce e suculento. 

Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso. 

Talvez você me pergunte: "Mas, e o urso?" Dane-se o urso e coma os morangos! 

E as onças? Azar das onças, coma os morangos! As vezes, você esta em sua casa no final de semana com seus filhos e amigos, comendo um churrasco. 

Percebendo seu mau humor, seu(sua) esposa(o) lhe diz: - Meu bem, relaxe e aproveite o domingo! 

E você, chateado(a), responde: "Como posso curtir o domingo se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa?" Relaxe e viva um dia por vez: 

Coma o morango. Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro. 

Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças, arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida, é importante saber comer os morangos, sempre. 

A gente não pode deixar de come-los só porque existem ursos e onças. 

Você pode argumentar: Eu tenho muitos problemas para resolver. 

Problemas não impedem ninguém de ser feliz. O fato de seu chefe ser um chato não é motivo para você deixar de gostar de seu trabalho. 

O fato de sua mulher estar com tensão pré-menstrual não os impede de tomar sorvete juntos. 

O fato do seu filho ir mal na escola não e razão para não dar um passeio pelo campo. 

Coma o morango, não deixe que ele escape. 

Poderá não haver outra oportunidade para experimentar algo tão saboroso. 

Saboreie os bons momentos. Sempre existirão ursos, onças e morangos. Eles fazem parte da vida. 

Mas o importante é saber aproveitar o morango, porque o urso e a onça não dão tempo para aproveitar. 

Coma o morango quando ele aparecer. Não deixe para depois. O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é ilusão que sempre será diferente do que imaginamos. 

As pessoas vê o sucesso como uma miragem. 

Como aquela historia da cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança. 

As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade. Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as tornam felizes. 

Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixarão felizes. 

Elas esquecem que a felicidade e construída todos os dias. 

A felicidade não e algo que você vai conquistar fora de você. A felicidade é algo que vive dentro de você, de seu coração. 

Queridos Amigos!!

Nós se preocupamos demais com os problemas e esquecemos que a vida nos oferece muitos momentos deliciosos de prazer e pura felicidade. Não deixe que os problemas tirem o sabor do lado bom da vida, administre seus problemas, deixe claro que você tem um problema e não o problema lhe tem, e aproveite os momentos bons!!

-> dizem que a autoria é do Roberto Shinyashiki

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O Caminho do Meio

Durante seis anos, Siddhartha e os seus seguidores viveram em silêncio e nunca sairam da floresta.

Para beber, tinham a chuva, como comida, comiam um grão de arroz ou um caldo de musgo, ou as fezes de um pássaro que passasse. Estavam tentando dominar o sofrimento tornando as suas mentes tão fortes que se esquecessem dos seus corpos.

Então um dia, Siddhartha escutou um velho músico, num barco que passava, falando para o seu aluno...

"Se você apertar esta corda demais, ela arrebenta; e se a deixar solta demais, ela não toca."

De repente, Siddhartha percebeu que estas palavras simples continham uma grande verdade, e que durante todos estes anos ele tinha seguido o caminho errado.

Se apertar esta corda demais, ela arrebenta; e se a deixar solta demais, ela não toca.

Uma aldeã ofereceu a Siddhartha a sua taça de arroz.

E pela primeira vez em anos, ele provou uma alimentação apropriada.

Mas quando os ascetas viram o seu mestre banhar-se e comer como uma pessoa comum, sentiram-se traídos, como se Siddhartha tivesse desistido da grande procura pela iluminação.

(Siddhartha Gautama os chamou)

- Venham...
- e comam comigo.

Os ascetas responderam:

- Traíste os teus votos, Siddhartha. Desistiu da procura. Não podemos continuar a te seguir. Não podemos continuar a aprender com você.

Enquanto foram se retirando, Siddharta disse:

- Aprender é mudar.

- O caminho para a iluminação está no Caminho do Meio.

- É a linha entre todos os extremos opostos.

O Caminho do Meio foi a grande verdade que Buda descobriu, o caminho que ensinaria ao mundo.
(autor desconhecido)

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A enchente!

Certa vez houve uma enchente que arrasou toda uma cidade. 

O nível da água subira tanto que os moradores começaram a abandonar suas casas, utilizando botes e canoas para isso.

Um homem que dizia acreditar muito em Deus subiu no telhado de sua casa e ficou lá, esperando a enchente acabar.

Enquanto ele esperava, passaram um vizinhos numa canoa que lhe disseram:- Vamos, depressa, venha conosco, se não você vai morrer!E ele respondeu:- Não! Deus me salvará!O nível da água subiu mais um pouco, alcançou a altura do telhado em que estava o homem. 

Eis que passou uma outra canoa em que muitas pessoas gritavam:- Venha rápido! Você vai morrer! E ele novamente respondeu:- Não! Deus me salvará!A água já estava cobrindo o telhado quando passou um helicóptero que tentava resgatar vítimas.

O helicóptero ficou parado sobre a casa e uma corda foi lançada para resgatar o homem. Alguém no helicóptero gritou:- Rápido! Segure a corda para que possamos salvá-lo!

Mas novamente o homem respondeu:- Não! Deus me salvará!

Por fim, o homem morreu afogado, levado pelas águas da enchente. E foi para o Céu.

Ao chegar no Céu, ele se encontrou com Deus e disse:- Oh! Deus, eu acreditava tanto em Você! 

Por que Você não me salvou?

E Deus respondeu:- O quê? Você nem imagina como foi difícil arrumar duas canoas e um helicóptero para tentar salvar você...- 

Como na história, inúmeras 'canoas' passam por nós, tentando 'salvar-nos'. Ou porque não as percebemos, ou porque esperamos que a solução de nossos problemas venha por outros caminhos, acabamos perdendo-as, e com elas se vão nossas chances de dias melhores... (desconheço autoria)

segunda-feira, 23 de julho de 2018

O VERDADEIRO VALOR DO ANEL

Era uma vez um rapaz que procurou um sábio em busca de ajuda.
— Venho até cá, mestre, porque me sinto tão tacanho que não tenho vontade de fazer nada. Dizem-me que não presto, que não faço nada bem, que sou lento e estúpido. Como posso melhorar? Que posso fazer para que as pessoas me valorizem mais?
O mestre, sem olhar para ele, disse:
— Lamento muito, rapaz, mas não posso ajudar-te. Primeiro, tenho de resolver o meu próprio problema. Talvez depois… — E, fazendo uma pausa, acrescentou: — Se tu me quiseres ajudar, eu poderia resolver este assunto mais depressa e talvez depois te possa ajudar.
— Com todo o prazer, mestre — gaguejou o rapaz, sentindo novamente que estava a ser desvalorizado e que as suas necessidades eram adiadas.
— Bom — continuou o mestre, tirando um anel que trazia no dedo mindinho da mão esquerda. Dando-o ao rapaz, acrescentou: — Pega no cavalo que está lá fora e vai ao mercado. Tenho de vender este anel porque preciso de pagar uma dívida. Tens de obter por ele a maior quantia possível e não aceites menos do que uma moeda de ouro. Vai e volta com a moeda o mais depressa que puderes.
O jovem pegou no anel e partiu. Assim que chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos comerciantes, que o fitavam com interesse até o jovem dizer quanto queria por ele.
Sempre que o rapaz mencionava a moeda de ouro, alguns riam-se, outros viravam-lhe a cara e só um velhinho foi suficientemente amável e se deu ao trabalho de lhe explicar que uma moeda de ouro era demasiado valiosa para ser trocada por um mero anel. Alguém, desejoso de ajudar, ofereceu-lhe uma moeda de prata e um recipiente de cobre, mas o jovem tinha ordens para não aceitar menos do que uma moeda de ouro e, como tal, rejeitou a oferta.
Depois de oferecer a jóia a todas as pessoas que se cruzaram com ele no mercado, que foram mais de cem, e abatido pelo seu fracasso, o rapaz montou no cavalo e regressou para junto do sábio.
Ele ansiava por uma moeda de ouro para entregar ao mestre e libertá-lo da sua preocupação, de modo a poder receber finalmente o seu conselho e ajuda.
Entrou no quarto do sábio.
— Mestre — disse — lamento muito. Não é possível fazer o que me pedes. Talvez tivesse conseguido arranjar-te duas ou três moedas de prata, mas não creio conseguir enganar as pessoas quanto ao verdadeiro valor do anel.
— O que disseste é muito importante, meu jovem amigo respondeu o mestre, sorridente. — Primeiro, temos de conhecer o verdadeiro valor do anel. Torna a montar no teu cavalo e vai ao ourives. Quem melhor do que ele para nos dizer o valor? Diz-lhe que gostavas de vender a jóia e pergunta-lhe quanto te dá por ela. Mas não importa o que ele te ofereça: não lho vendas. Volta com o meu anel.
O jovem tornou a cavalgar.
O ourives inspecionou o anel à luz da candeia, observou-o à lupa, pesou-o e respondeu ao rapaz:
— Diz ao mestre, rapaz, que, se o quiser vender agora mesmo, não lhe posso dar mais do que cinquenta e oito moedas de ouro pelo seu anel.
— Cinquenta e oito moedas?! — exclamou o jovem.
— Sim — replicou o ourives. — Eu sei que, com tempo, poderíamos obter por ele cerca de setenta moedas, mas se a venda é urgente…
O jovem correu, emocionado, para casa do mestre, ansioso por lhe contar a novidade.
— Senta-te — disse o mestre depois de o ouvir. — Tu és como esse anel: uma jóia valiosa e única. E, como tal, só podes ser avaliado por um verdadeiro perito. Porque é que vives à espera que qualquer pessoa descubra o teu verdadeiro valor?
E, dito isto, tornou a pôr o anel no dedo mindinho da sua mão esquerda.

Jorge Bucay, Deixa-me que te conte, Ed. Pergaminho, 2004.

terça-feira, 10 de abril de 2018

A lição do bambu chinês

“Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada. 

Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu. Mas, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída.

Um escritor americano escreveu: 

“Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês”: você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava.

O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos. Especialmente no nosso trabalho, que é sempre um grande projeto em nossas vidas. Tenha sempre dois hábitos: Persistência e Paciência, pois você merece alcançar todos os sonhos! É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão”
(desconheço autoria)

domingo, 20 de agosto de 2017

O Patinho Feio...

ERA UMA VEZ uma mamãe pata que teve 5 ovos. Ela esperava ansiosamente pelo dia em que os seus ovos quebrassem e deles nascessem os seus queridos filhos!

Quando esse dia chegou, os ovos da mamã pata começaram a abrir, um a um, e ela, alegremente, começou a saudar os seus novos patinhos. Mas o último ovo demorou mais a partir, e a mamã começou a ficar nervosa…

Finalmente, a casca quebrou e, para surpresa da mamãe pata, de lá saiu um patinho muito diferente de todos os seus outros filhos.

- Este patinho feio não pode ser meu! Exclama a mamãe pata.

- Alguém te pregou uma partida. Afirma a vizinha galinha.

Os dias passaram e, à medida que os patinhos cresciam, o patinho feio tornava-se cada vez mais diferente dos outros patinhos.

Cansado de ser gozado pelos seus irmãos e por todos os animais da quinta, o patinho feio decide partir.

Irmãos fazem pouco do patinho feio mesmo longe da quinta, o patinho não conseguiu paz, pois os seus irmãos perseguiam-no por todo o lago, gritando:

- És o pato mais feio que nós alguma vez vimos!

E, para onde quer que fosse, todos os animais que encontrava faziam troça dele.

- Que hei de eu fazer? Para onde hei de ir? O patinho sentia-se muito triste e abandonado.

Com a chegada do inverno, o patinho cansado e cheio de fome encontra uma casa e pensa:

- Talvez aqui encontre alguém que goste de mim! E assim foi.

O patinho passou o inverno aconchegadinho, numa casa quentinha e na companhia de quem gostava dele. Tudo teria corrido bem se não tivesse chegado a primavera e com ela, um gato malvado, que enganando os donos da casa, correu com o patinho para fora dali!

- Mais uma vez estou sozinho e infeliz… Suspirou o patinho feio.

O patinho seguiu o seu caminho e, ao chegar a um grande lago, refugiou-se junto a uns juncos, e ali ficou durante vários dias.

Um dia, muito cedo, o patinho feio foi acordado por vozes de crianças.

- Olha! Um recém-chegado! Gritou uma das crianças. Todas as outras crianças davam gritos de alegria.

- E é tão bonito! Dizia outra.

Bonito?... De quem estarão a falar? Pensou o patinho feio.

De repente, o patinho feio viu que todos olhavam para ele e, ao ver o seu reflexo na água, viu um grande e elegante cisne.

- Oh!... Exclama o patinho admirado. Crianças e outros cisnes admiravam a sua beleza e cumprimentavam-no alegremente.

Afinal ele não era um patinho feio mas um belo e jovem cisne!

O patinho feio descobre que é um cisne!!


A partir desse dia, não houve mais tristezas, e o patinho feio que agora era um belo cisne, viveu feliz para sempre! (Hans Christian Andersen)

domingo, 13 de agosto de 2017

A Vida e os Vasos Quebrados!

Os japoneses acreditam que quando um objeto quebra, vale a pena consertá-lo, pois ele não perde seu valor, ao ser consertado, ele torna-se um objeto único e especial. E passa a valer mais do que antes.

Para colar os objetos quebrados, os japoneses preenchem as rachaduras com ouro. A colagem com ouro, é uma arte de consertar peças de porcelana quebrada com uma resina de laquê e ouro em pó.

Essa arte se originou quando o shogun Ashikaga Yoshimasa mandou uma tigela chinesa de chá quebrada para restauração na China no século XV. A tigela voltou com horrorosos grampos de metal, o que desagradou o shogun. Então, ele ordenou que os artesãos japoneses fizessem um trabalho esteticamente mais agradável. O resultado foi a criação da técnica do Kintsugi.

Kintsugi: A arte de restaurar e valorizar a história”, (金継ぎ) (Em Japonês, colagem com ouro).

Comparando com nossa vida, os objetos quebrados e colados, são as marcas que adquirimos ao longo da vida, e jamais devem ser esquecidas, pois servirão de alicerce para novas marcas.

A nossa vida é recheada de pequenos cacos consertados pelo tempo e, são estes concertos que nos acrescentam experiências e sabedoria.

Assim seguimos em frente com muita força e mais amor pela vida!

Se toda vez que nos despedaçarmos fossemos trocados, que valor sentimental teríamos na vida?


E que nunca nos falte coragem nos momentos em que nos sentirmos como um vaso quebrado!

(desconheço autoria)

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Os Sapatinhos Vermelhos

Era uma vez uma pobre órfã que não tinha sapatos. Essa criança guardava os trapos que pudesse encontrar e, com o tempo, conseguiu costurar um par de sapatos vermelhos. Eles eram grosseiros, mas ela os adorava. Eles faziam com que ela se sentisse rica, apesar de ela passar seus dias procurando alimento nos bosques espinhosos até muito depois de escurecer.

Um dia, porém, quando ela vinha caminhando com dificuldade pela estrada, maltrapilha e com seus sapatos vermelhos, uma carruagem dourada parou ao seu lado. Dentro dela, havia uma senhora de idade que lhe disse que ia levá-la para casa e tratá-la como se fosse sua própria filhinha. E assim lá foram elas para a casa da rica senhora, e o cabelo da menina foi lavado e penteado. Deram-lhe roupas de baixo de um branco puríssimo, um belo vestido de lã, meias brancas e reluzentes sapatos pretos. 

Quando a menina perguntou pelas roupas velhas, e em especial pelos sapatos vermelhos, a senhora disse que as roupas estavam tão imundas e os sapatos eram tão ridículos que ela os jogara no fogo, onde se reduziram a cinzas.

A menina ficou muito triste, pois, mesmo com toda a fortuna que a cercava, os modestos sapatos vermelhos feitos por suas próprias mãos haviam lhe dado uma felicidade imensa. Agora, ela era obrigada a ficar sentada quieta o tempo todo, a caminhar sem saltitar e a não falar a não ser que falassem com ela, mas uma chama secreta começou a arder no seu coração e ela continuou a suspirar pelos seus velhos sapatos vermelhos mais do que por qualquer outra coisa.

Como a menina tinha idade suficiente para ser crismada no dia do sacramento, a senhora levou-a a um velho sapateiro aleijado para que ele fizesse um par de sapatos especiais para a ocasião. Na vitrina do sapateiro havia um par de lindíssimos sapatos vermelhos do melhor couro. Eles praticamente refulgiam. Pois, apesar de sapatos vermelhos serem escandalosos para se ir à igreja, a menina, que só sabia decidir com seu coração faminto, escolheu os sapatos vermelhos. A vista da velha senhora era tão fraca que ela, sem perceber a cor dos sapatos, pagou por eles. O velho sapateiro piscou para a menina e embrulhou os sapatos.

No dia seguinte, os membros da congregação ficaram alvoroçados com os sapatos da menina. Os sapatos vermelhos brilhavam como maçãs polidas, como corações, como ameixas tingidas de vermelho. Todos olhavam carrancudos. Até os ícones na parede, até as estátuas não tiravam os olhos reprovadores dos sapatos. A menina, no entanto, gostava cada vez mais deles. Por isso, quando o bispo começou a salmodiar, o coro a cantarolar, o órgão a soar, a menina não achou que nada disso fosse mais belo que os seus sapatos vermelhos.

Antes do final do dia, a velha senhora já estava informada dos sapatos vermelhos da sua protegida.
— Nunca, nunca mais use esses sapatos vermelhos! — ameaçou a velha. No domingo seguinte, porém, a menina não conseguiu deixar de preferir os sapatos vermelhos aos pretos, e ela e a velha senhora caminharam até a igreja como de costume.

À porta do templo estava um velho soldado com o braço numa tipóia. Ele usava uma jaqueta curta e tinha a barba ruiva. Ele fez uma mesura e pediu permissão para tirar o pó dos sapatos da menina. Ela estendeu o pé, e ele tamborilou na sola dos sapatos uma musiquinha compassada que lhe deu cócegas nas solas dos pés.

— Lembre-se de ficar para o baile — disse ele, sorrindo e piscando um olho para ela.
Mais uma vez, todos lançaram olhares reprovadores para os sapatos vermelhos da menina. Ela, no entanto, adorava tanto esses sapatos que brilhavam como o carmim, como framboesas, como romãs, que não conseguia pensar em mais nada, que mal prestou atenção no culto. Estava tão ocupada virando os pés para lá e para cá para admirar os sapatos que se esqueceu de cantar.

— Que belas sapatilhas! — exclamou o soldado ferido quando ela e a velha senhora saíam da igreja. Essas palavras fizeram a menina dar alguns rodopios ali mesmo. No entanto, depois que seus pés começaram a se movimentar, eles não queriam mais parar; e ela atravessou dançando os canteiros e dobrou a esquina da igreja até dar a impressão de ter perdido totalmente o controle de si mesma. Ela dançou uma gavota, depois uma csárdás e saiu valsando pelos campos do outro lado da estrada.

O cocheiro da velha senhora saltou do seu banco e correu atrás da menina. Ele a segurou e a trouxe de volta para a carruagem, mas os pés da menina, nos sapatos vermelhos, continuavam a dançar no ar como se ainda estivessem no chão. A velha senhora e o cocheiro começaram a puxar e a forçar, na tentativa de arrancar os sapatos vermelhos dos pés da menina. Foi um horror. Só se viam chapéus caídos e pernas que escoiceavam, mas afinal os pés da menina se acalmaram.

De volta à casa, a velha senhora enfiou os sapatos vermelhos no alto de uma prateleira e avisou a menina para nunca mais calçá-los. No entanto, a menina não conseguia deixar de olhar para eles e ansiar por eles. Para ela, eles eram o que havia de mais lindo no planeta.

Não muito tempo depois, o destino quis que a velha senhora caísse de cama e, assim que os médicos saíram, a menina entrou sorrateira no quarto onde eram guardados os sapatos vermelhos. Ela os contemplou lá no alto da prateleira. Seu olhar tornou-se fixo e provocou nela um desejo tão forte que a menina tirou os sapatos da prateleira e os calçou, na crença de que eles não lhe fariam mal algum. Só que, no instante em que eles tocaram seus calcanhares e seus dedos, ela foi dominada pelo impulso de dançar.

E saiu dançando porta afora e escada abaixo, primeiro uma gavota, depois uma csárdás e em seguida giros arrojados de valsa em rápida sucessão. A menina estava num momento de glória e não percebeu que enfrentava dificuldades até que teve vontade de dançar para a esquerda e os sapatos insistiram em dançar para a direita. Quando ela queria dançar em círculos, os sapatos teimavam em seguir em linha reta. E, como eram os sapatos que comandavam a menina, em vez do contrário, eles a fizeram dançar estrada abaixo, atravessar os campos enlameados e penetrar na floresta soturna e sombria.
Ali, encostado numa árvore, estava o velho soldado de barba ruiva, com o braço na tipóia e usando sua jaqueta curta.

— Puxa — disse ele —, que belas sapatilhas!

Apavorada, a menina tentou tirar os sapatos, mas por mais que puxasse, eles continuavam firmes. Ela saltava primeiro num pé, depois no outro, para tentar tirá-los, mas o pé que estava no chão continuava dançando assim mesmo e o outro pé na sua mão também fazia seu papel na dança.

E assim, ela dançava e dançava sem parar. Por sobre os montes mais altos e pelos vales afora, na chuva, na neve e ao sol, ela dançava. Ela dançava na noite mais escura, no amanhecer e continuava dançando também ao escurecer. Só que não era uma dança agradável. Era terrível, e não havia descanso para a menina.

Ela entrou no adro de uma igreja e ali um espírito guardião não quis permitir que ela entrasse.

— Você irá dançar com esses sapatos vermelhos — proclamou o espírito — até que fique como uma alma penada, como um fantasma, até que sua pele pareça suspensa dos ossos, até que não sobre nada de você a não ser entranhas dançando. Você irá dançar de porta em porta por todas as aldeias e baterá três vezes a cada porta. E, quando as pessoas espiarem quem é, verão que é você e temerão que seu destino se abata sobre elas. Dancem, sapatos vermelhos. Vocês devem dançar.

A menina implorou misericórdia mas, antes que pudesse continuar a suplicar, os sapatos vermelhos a levaram embora. Ela dançou por cima das urzes, através dos riachos, por cima de cercas-vivas, sem parar. Ainda dançava quando voltou à sua antiga casa e viu pessoas de luto. A velha senhora que a havia abrigado estava morta. Mesmo assim, ela passou dançando. Dançava porque não podia deixar de dançar. Totalmente exausta e apavorada, ela entrou dançando numa floresta onde morava o carrasco da cidade. E o machado na parede começou a tremer assim que pressentiu que ela se aproximava.

— Por favor! — implorou ela ao carrasco quando passou pela sua porta. — Por favor, corte fora meus sapatos para me livrar desse destino horrível.

O carrasco cortou fora as tiras dos sapatos vermelhos com o machado, mas os sapatos não se soltaram dos pés da menina. Ela se lamentou, então, dizendo que sua vida não valia mesmo nada e que ele deveria amputar-lhe os pés. Foi o que ele fez. Com isso, os sapatos vermelhos com os pés neles continuaram dançando floresta afora e morro acima até desaparecerem. A menina era, agora, uma pobre aleijada e teve de descobrir um jeito de sobreviver no mundo trabalhando como criada. E nunca mais ansiou por sapatos vermelhos.


Mulheres Que Correm Com Os Lobos
Mitos e Histórias do Arquétipos da Mulher Selvagem
Clarissa Pinkola Estés, Editora Rocco

segunda-feira, 20 de março de 2017

A águia

A águia é a ave de maior longevidade, podendo chegar aos 70 anos. De maior envergadura de asas, pois abertas podem chegar a 86 cm de comprimento, sua visão é de 300 graus, quase o dobro do ser humano.

Com uma membrana nictante é o único ser que pode olhar direto para o sol. Na forte tempestade não se esconde nem tenta inutilmente enfrentá-la, mas voa acima dela. Fiel a uma única companheira, nunca em bandos, mas sempre sozinha e altaneira, caçadora, guerreira e corajosa, imponente, bela e preciosa no voar e no ataque.

Mas vamos ao mais fascinante: aos 40 anos suas unhas estão compridas e flexíveis e não conseguem mais segurar suas presas. Seu bico se encurva e não morde mais com força, suas asas pesadas e envelhecidas dificultam o seu voo.

Só há dois caminhos: deixar-se morrer ou renovar-se num doloroso e longo processo de 5 meses.

Ela voa para o ninho num paredão no alto da montanha, fica protegida, mas só poderá sair se novamente for capaz de voar. Lá suporta corajosamente a dor.


Ela bate o bico velho contra a pedra até arrancá-lo, espera nascer um novo bico e com ele novamente suportando a dor, arranca as velhas unhas. Novamente espera que nasçam novas unhas e com elas arranca as velhas penas.

Após 5 meses com novas asas, se lançará no voo da vitória e renovação e viverá mais 30 anos. Aos 40 anos renascerá para mais 30 anos, totalizando 70 anos.

Muitas pessoas vivem em constantes brigas e lamentos, vidas de ressentimentos e medo, sem coragem e força para o ritual da renovação do renascimento.

Destrua o bico do ressentimento, arranque as unhas da agressividade, retire as penas do medo que te impedem de voar.

A decisão é só tua! Vai viver como urubu que se alimenta do podre do passado, do que está morto, ou vai voar livre acima da tempestade, recebendo a luz do sol como a águia?

Decida pela vida, voe…
(autor desconhecido)

domingo, 5 de junho de 2016

O SULTÃO E O CROCODILO

Certa vez ouvi a seguinte história: Um sultão poderoso aprisionou um Mago que era capaz de transformar a palha em ouro e exigiu que ensinasse a fazer essa magia senão matá-lo-ia.
O Mago, vítima da circunstância ensinou uma palavra mágica ao Sultão e disse-lhe que se ele segurasse uma palha com a mão e dissesse a palavra mágica, esta se transformaria em ouro. E para demonstrar, pegou pedaço de palha e dizendo a palavra mágica transformou-a em ouro.
O Sultão ficou maravilhado e quis logo fazer a experiência, mas foi advertido pelo Mago: - Quando disser a palavra mágica o senhor nunca deve pensar em crocodilo, senão a magia não funcionará.
O Sultão riu-se do aviso: Ora, pensar em Crocodilo! EU! Um Sultão pensar neste animal nojento! E segurando a palha pronunciou a palavra mágica.
Mas, no momento em que pronunciou veio-lhe a mente a imagem de um crocodilo. Isso espantou-o, afinal ficara anos e anos sem pensar em crocodilo e agora que ia fazer a experiência vinha-lhe à mente à imagem do réptil!
Tentou outra vez, segurou a palha e ia dizer a palavra mágica quando foi interrompido novamente pela imagem do crocodilo. E ele, um Sultão poderoso, descobriu que apesar de todo o poder, era incapaz de controlar sua própria mente a ponto de não pensar num simples crocodilo.
Essa história parece-se muito com a situação de quem deseja parar de pensar, mas não o consegue.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Como você enxerga dentro de você?

Um viajante ao chegar na cidade pergunta ao sábio:

- Senhor, como é esta cidade?

- Primeiro diga você, jovem viajante, com é a cidade de onde vens? Questiona o sábio.

- A cidade de onde venho é horrível, não tem oportunidades, as pessoas são rudes e não fiz nenhum amigo durante minha estadia nesta cidade, por estes motivos estou atrás de uma cidade diferente, uma cidade que me de oportunidades, onde eu possa ser feliz e realizado.

- Nossa cidade é exatamente igual a cidade de onde você vem! Responde o sábio.

O viajante bastante decepcionado com a resposta do sábio pega sua mochila e vai embora, em busca de uma cidade diferente da cidade de onde vem.

Cerca de duas horas depois chega outro viajante e após ser recepcionado pelo velho sábio, questiona:

- Olá! O senhor que vive a tanto tempo nesta cidade pode me responder. Como é esta cidade?

O sábio então questiona ao segundo viajante:

- Primeiro me diga você, como é a cidade de onde vens?

- A cidade de onde venho é maravilhosa, fiz muitos amigos, tive excelentes oportunidades de emprego e de aprendizado. Estou agora em busca de novos desafios, aprendizados diferentes, novas experiências e novos obstáculos a transpor.

O sábio então responde:

- Nossa cidade é exatamente igual a cidade de onde você vem!

Contente o viajante dirige-se a pousada mais próxima e instala-se na cidade. Perplexo com as situações que acabou de presenciar o neto do velho sábio, que estava junto ao sábio naquela tarde questiona:

- Vovô, o senhor que sempre foi um exemplo de honestidade e integridade, sempre me ensinou a não mentir, mas para um dos dois viajantes o senhor mentiu! Deu a mesma resposta para duas cidades totalmente diferentes.

- Não meu neto, eu não menti. Nossa cidade não é diferente de nenhuma outra cidade, as cidades são todas iguais, com pessoas rudes e pessoas amáveis, com oportunidades e desafios, o que determina se uma cidade é boa ou ruim é a forma como você enxerga ela.

Você carrega sua cidade dentro de você!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O professor e o canoeiro


Certa vez um professor foi visitar um amigo na roça. Para chegar à fazenda dele, era preciso atravessar um rio, mas a ponte tinha sido carregada pela chuva. E agora? Felizmente um barqueiro estava ali perto. Pediu para atravessá-lo para o outro lado, e ele prontamente encostou a barca. Era o Zé pescador. O professor se apresentou e a travessia começou. Enquanto o barqueiro remava, o professor ia perguntando, se havia escola no seu bairro, se ele sabia ler escrever. Ele respondeu que não sabia ler nem escrever. O professor disse:

- Chi! Não sabe ler nem escrever? Já perdeu um pedaço da sua vida.

Após pequena pausa perguntou se sabia Geografia, p.ex., as capitais do Brasil. Meio envergonhado respondeu:

- Nada disso eu sei, professor. Só sei remar e pescar pra sustentar a família.

- Então perdeu mais um pedaço da vida. Lá se foi metade da sua vida.

O Zé pescador não teve tempo de dizer "quá", porque a canoa bateu num tronco de árvore e virou. Que susto! Que tragédia! Os dois foram para o fundo do rio. O canoeiro, que sabia nadar, voltou à tona e agarrou-se na barca. Mas o professor continuava bebendo água. Desta vez foi o canoeiro que gritou para o professor: Sabe nadar, professor? O homem, com a boca cheia d'água, não conseguia responder. O caipira arrematou:

- Então você perdeu não só a metade, mas a vida inteira.

Para refletir: É bom saber leitura, matemática, geografia e todas as ciências do mundo. Mas, faltando Deus, nada disso adianta.

Palavra de Deus: Que vantagem será para o homem, ganhar o mundo todo, perder a sua alma? O que dará em troca da sua vida? (Mc 8,36-37).



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A Rocha

O aluno perguntou ao Mestre: 

- Como faço para me tornar o maior dos guerreiros? 

- Vá atrás daquela colina e insulte a rocha que se encontra no meio da planície. 

- Mas para que, se ela não vai me responder? 

- Então golpeie-a com a tua espada - disse o Mestre

- Mas minha espada se quebrará! 

- Então agrida-a com tuas próprias mãos. 

- Assim eu vou machucar minhas mãos. E também não foi isso que eu perguntei. O que eu queria saber era como que eu faço para me tornar o maior dos guerreiros. 

- O maior dos guerreiros é aquele que é como a rocha, não liga para insultos nem provocações, mas está sempre pronto para desvencilhar qualquer ataque do inimigo - concluiu o Mestre.

domingo, 20 de setembro de 2015

Atenção Plena

Depois de três anos de estudo, o noviço chega à morada do mestre.

Ele entra no cômodo, a cabeça fervilhando de ideias sobre questões complicadas da metafísica budista, preparado para a perguntas que o aguardam no exame.

- Só tenho uma pergunta - diz o mestre com voz grave.

- Estou pronto, mestre - ele responde.

- No caminho de entrada, as flores estavam à esquerda ou à direita do guarda-sol?

O noviço se retira, desconcertado, para mais três anos de estudo.

(autor desconhecido)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O sonho do Rei!

Um Rei sonhou que tinha perdido todos os dentes.
Acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.
Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio.
Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!
Mas que insolente, gritou o Rei.
Como se atreve a dizer tal coisa!
E ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
Mandou também que chamassem outro sábio,
para interpretar o mesmo sonho.
E o outro sábio disse:
Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!!!
O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do Rei iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.
Quando este saía do palácio um cortesão perguntou:
Como é possível?
A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega.
No entanto ele levou chicotadas e você moedas de ouro!
Lembre-se sempre, amigo - respondeu o sábio -
tudo depende da maneira de dizer as coisas.
E esse é um dos grandes desafios da humanidade.
É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra.
A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida,
mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença.
A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa.
Se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta.
Mas se a envolvemos numa delicada embalagem
e a oferecermos com ternura, certamente será aceite com facilidade.

(autor desconhecido)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O Garoto e seus Pregos...

Uma vez havia um garoto que tinha um temperamento muito ruim. O pai desse garoto lhe deu um saco com pregos e lhe disse que toda vez que ele perdesse sua paciência, ele deveria martelar este prego atrás da cerca.

No primeiro dia o garoto enfiou 37 pregos na cerca. Em algumas semanas, de acordo que ele ia aprendendo a controlar seu temperamento, o numero de pregos martelados por dia reduziu gradativamente. 

Ele descobriu que era mais fácil controlar seu temperamento do que martelar todos aqueles pregos na cerca...

Finalmente chegou o dia em que o garoto não perdeu seu temperamento.

Então ele chegou e disse aquilo ao seu pai, este sugeriu que ele retirasse um prego por cada dia que ele conseguisse controlar seu temperamento.

Finalmente chegou o dia em que o garoto havia retirado todos os pregos da cerca. Então seu pai segurou sua mão e levou-o ate a cerca. Seu pai disse, "Você foi muito bem meu filho, mas olhe os buracos na cerca.  

A cerca jamais será a mesma. Quando você diz coisas com raiva, estas coisas deixam cicatrizes exatamente como estas. Você pode enfiar uma faca em um homem e retirar. Não vai importar quantas vezes você peça desculpa, o buraco vai estar lá do mesmo jeito. 

Um ferimento verbal e tão ruim quanto um físico.


Amigos são joias muitíssimo raras. Eles fazem você sorrir e lhe dão apoio para que você tenha sucesso. “Eles emprestam um ouvido, eles lhe elogiam e tem o coração sempre aberto para você.”

(autor desconhecido)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PORTEIRO DO PUTEIRO

Uma história verídica, que traz lição para todos!

Não havia no povoado pior emprego do que ‘porteiro da zona’.

Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?

O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.

Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor, balbuciou – Mas eu não sei ler nem escrever.
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Dito isso, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar, já que…
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bem.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula.
- Façamos um trato – disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.
Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam os pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc …
E após foram os pregos e os parafusos…
Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha, disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor? disse incrédulo o prefeito. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: – Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO.
Então diga seu nome para que possamos escrever ao menos na ata. Meu nome é Valentin Tramontina, respondeu ele.
Essa história é verídica, e refere-se ao grande industrial Valentin Tramontina, fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no interior do Rio Grande do Sul.

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.

As adversidades podem ser bênçãos.

As crises estão cheias de oportunidades.

Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.

Lembre-se da sabedoria da água: ‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna’.


Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.